Sem máscaras

Esse blog é uma espécie de "reclamário"que construí cá online. Com comentários sobre cultura, comportamento, um pouco de política. Opinião. Ironia. Os temas são amplos: o que der na telha, entre livros, músicas, videos, séries de tv, um e outro filme, papos de boteco, enfim - aquilo de que nos ocupamos na web e na vida.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cada um Cada um




Ninguém escuta o próprio sotaque.... Quem tem sotaque são sempre os outros, nunca eu. O meu sotaque é um dado. O seu, uma anomalia na normalidade.

Porque o balão do Chico Bento lê "tamo indo visitá a mãe" enquanto que, em um gibi da Mônica, provavelmente seria "estamos indo visitar a mãe"?

A Mônica não tem sotaque? Será que a Mônica falou mesmo "EStamos" ao invés de "tamos" ou "tamo"? Será que ela pronunciou mesmo, bonitinho, o "r" final de "visitaR"? Por que o sotaque do Chico Bento é cuidadosamente grafado nos mínimos detalhes, e o da Mônica não é corrigido e nem completado?

A quem quem diga que a Mônica não tem raça, ou seja, é da "raça certa", do grupo "certo", digamos, enquanto o Chico Bento é explicitamente marcado como "o outro", aquele que não é como o leitor médio da revista.

Uma outra pergunta: se a Turma da Mônica fosse visitar o Rio (o que, aliás, nunca aconteceu nos 10 anos em que li as revistas...rsrsrs)..... como seriam os balões dos nativos? "Merrrrda, fechsheii a porrrrta douzi vezissss"? Ou será que falariam tão certo quanto a Mônica? .....Em outras palavras, será que o dialeto fluminense seria tão facilmente carimbado de "outro"? Provavelmente não. Fazer isso com o caipira é fácil.

Podem reparar na imprensa. Quando entrevistam o carpinteiro, ele diz "intão". Quando entrevistam o sociológo, ele diz "então". E eu me pergunto: será que o sociólogo falou mesmo esse "Então" com o "e" bem marcado e pronunciado?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Príncipe da Vila (Uerberte!)



Domingo....Churrasco na casa da vó (lógico que eu só comi queijo coalho assado...rsrs)

Minha família é de santistas e são paulina(o)s e como todo BOM brasileiro(a) não poderiam deixar de se reunirem para assistir o jogo (garanto que é mais pelo prazer de "zuar" o perdedor do que pelo futebol em si...rsrs)

Eu sai e voltei no fim do jogo...não acompanhei a partida, não posso dizer nada sobre o resultado...nem entendo de futebol (Mas sei reconhecer um "caozeiro" a distância...rsrsrs)analisando os comentários depois do jogo,uma coisa me chamou a atenção:

... Os santistas estavam alvoroçados(pra não dizer excitados..rsrs) porque o Robinho estava de volta pro Santos. Um primo dizia : " O menino da Vila voltou!".

Fiquei pensando....

Robinho, Menino da Vila???...
Pobre criança!!! O Robinho nunca foi da Vila. Robinho sempre foi do clube que "abanasse" mais verdinhas na sua frente...."AH mas dessa vez ele voltou por amor e não por dinheiro"....faz me rir,ele voltou porque quer uma boquinha na seleção e seguindo os passos dos "colegas mais velhos" de trabalho(sabe de quem estou falando né? rsrsrs) veio pro Brasil.

Ele não voltou por amor ao Brasil e muito menos ao Santos...rsrs ...ele veio como uns e outros atletas do futebol que estão voltando porque o brasileiro tem memória curta e aceita mercenários como ídolos.

Enquanto isso os santistas coroam um sapão disfarçado de príncipe ...Uerberte, Uerbert, Uerbert!!! ...hehehe



Obs.: A crítica não se estende as habilidades futebolísticas dos jogadores acima citados, entendeu? rsrs

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O que era para libertar está aprisionando.



No mundo globalizado, a violência não é nenhum bicho de sete cabeças... visto que desde os primórdios o uso da força é comum quando se fala sobre o controle das nações através do medo. Na educação não é diferente.

Logo no inicio, os primitivos não usavam a força física como forma de educação. Esta era obtida através de padrões de comportamento comum a todos, ou seja, aprendida por meio de observação, onde homens , mulheres e crianças recebiam o mesmo tipo de educação, sem distinção entre as classes sociais.

Depois, com a substituição da propriedade comum pela privada, acarretando o surgimento das classes sociais, começou a diferenciação no tipo de educação dada a cada membro do clã. As crianças começaram a receber menos educãção e alimentos do que os adultos e começou a se constatar uma hierarquia em função de idade e gênero, acarretando uma submissão autoritária, surgindo assim ,os " castigos" .

Idade Média

A violência na educação aprimorou-se na Idade Média, através da "pedagogia do medo" a Igreja Católica entrava no imaginário das pessoas educando-as conforme lhe aprouvesse.

A educação medieval prezava os castigos corporais, como tortura, decapitações, enforcamentos , empalamentos e incinerações em praça pública para educar a população a não refutar os dogmas da Igreja e ainda afirmavam que tais punições eram em nome de Deus.

Renascimento

Nesse período a educação foi abrangendo um número maior de pessoas, contudo ainda permanecia "diferenciada", pois a classe detentora do poder era educada para governar, cabendo à classe dominada o conformismo e a abediência.

Idade Moderna

Nesse contexto teve a Reforma Religiosa, que usou a educação como importante instrumento para divulgação do golpe religioso por dar condições a todos os homens de ler e interpretar a Bíblia (graças a Martinho Lutero...)

Com a ascensão da classe comercial, a Burguesia, houve a introdução de uma educação voltada para os filhos dessa classe emergente. Era diferencia, com os meninos estudando separados das meninas......Eles tinham aulas de Aritmética e elas, de costura e postura.

Tempos Modernos

A história da educação mudou e por consequência nasceram novos modos de controle social e violência como a TV.

A educação contemporânea é um retrato das diferentes e tão parecidas educações que a sociedade vem sofrendo durante o transcorrer dos anos.....Apesar das diferenças temporais, todo o aparato educacional nesse meio termo foi usado com o objetivo de controle social....E isso é nojento.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Volta às aulas





Depois de dias de diversão e fuleragem total e tudo "regado" com muito rock'n roll e metal ..."acabou-se o que era doce" (dizia minha avó ...rsrs)