Sem máscaras

Esse blog é uma espécie de "reclamário"que construí cá online. Com comentários sobre cultura, comportamento, um pouco de política. Opinião. Ironia. Os temas são amplos: o que der na telha, entre livros, músicas, videos, séries de tv, um e outro filme, papos de boteco, enfim - aquilo de que nos ocupamos na web e na vida.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010



Piada ou não, é a realidade de hoje.

A importância atribuída à valores morais, espirituais, artísticos e humanos, pelo Homem de hoje, está profunda e se eu não fosse espírita eu diria: irremediavelmente comprometido.

E, se é discutível que tal comprometimento seja irremediável, é dificilmente contestável que tal comprometimento seja profundo.

Conheço pouca gente que se preocupe com tais problemas no dia-a-dia. Na maior parte dos casos as pessoas acham até muito chato pensar a respeito dessas coisas, não dominam o assunto para discutir tais problemas e, muitas vezes, acham até que a visão de que há um problema não seja nada mais que pessimismo.

Qualquer um, contudo, está fadado a sofrer as conseqüências da existência de tais problemas, ainda que não relacione cada uma destas questões às suas causas menos óbvias.

Minha preocupação é muito menos se as coisas poderiam ser piores e muito mais se as coisas poderiam ser melhores.

Seja como for, ao que parece, a maior parte das pessoas que conheço estão bastante mais satisfeitas que eu com isso tudo.

Temos, entretanto, de lembrar que, à época da ditadura, aqueles que discordavam do sistema e que eram exilados ou até mortos – sim, aquela gente que protagonizava o “Anos Rebeldes” – eram a minoria, eram considerados maus meninos por seus pais e pelos vizinhos, e sobretudo eram chamados, pelo governo, de terroristas.

Isso coloca em perspectiva gente maluca como eu, que parece estar gritando para todo mundo ouvir que “o fim está próximo”, que “não está bom do jeito que está” ou que “alguma coisa está fora da ordem”.

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